Tendinite é o mesmo que tendinopatia?

Muitas pessoas têm dúvidas sobre tendinite e tendinopatia. Normalmente a pergunta mais frequente é se os dois são a mesma coisa. Vamos por partes!

O que são tendões?

O termo “tendinite” implica na formação de um processo inflamatório responsável pelo surgimento da dor em ombros, pulsos, joelhos e tornozelos.

Os tendões do corpo humano são faixas de tecido conjuntivo compostas por colágeno em sua maior parte, com baixo suprimento sanguíneo e difícil cicatrização, que fazem a conexão entre os músculos e os ossos, responsáveis pelo movimento de nossos membros. A conexão tendão-osso recebe o nome de entésio, e as doenças que afetam esta região são denominadas de entesopatias.

O tendão é o componente principal do conjunto músculo-tendão-osso, sendo um tecido frequentemente acometido por um grupo de sinais e sintomas que envolvem dor crônica (mais de três semanas) com piora progressiva, inchaço, aumento de espessura, redução da mobilidade, que melhora após o aquecimento, diminuição da força de impulso, calcificações e eventualmente ruptura tendínea. Esta síndrome é chamada de tendinopatia pela literatura médica atual, ao invés de “tendinite”, termo tradicionalmente utilizado de forma errônea na prática clínica para diagnosticar a dor crônica no tendão.

Diferença entre tendinite e tendinopatia

O termo “tendinite” implica na formação de um processo inflamatório responsável pelo surgimento da dor, porém, as evidências do estudo microscópico e bioquímico do tendão apontam para a presença de uma lesão no corpo do tendão descrita como “tendinose”.

Não podemos excluir a ocorrência da inflamação durante os estágios iniciais desta doença, porém, a literatura atual reserva o termo “tendinite” para processos inflamatórios agudos envolvendo a bainha tendínea (membrana que envolve o tendão), enquanto que tendinopatia é o termo mais adequado para descrever quadros de dor crônica nos tendões, acompanhada dos sinais e sintomas já descritos anteriormente.

Principais causas

Todos os seres humanos começam a apresentar uma redução de elasticidade de seus tecidos a partir dos 25 anos de idade, porém, esta perda começa a se acentuar durante a quarta década de vida (31 a 40 anos). Portanto exercícios de alongamento realizados diariamente auxiliam na manutenção da flexibilidade do sistema músculo-esquelético e na prevenção de tendinopatias.

Diversos fatores são predisponentes a esta condição, incluindo os fatores intrínsecos (relacionados ao atleta) como alterações biomecânicas (ex.: pés cavos ou planos), desalinhamento e/ou discrepância do comprimento de membros inferiores, hipermobilidade articular e déficit de alongamento e/ou fortalecimento muscular. Os fatores extrínsecos (relacionados ao meio ambiente) envolvem erros de treinamento (aumento indevido de volume, frequência, intensidade), deficiências técnicas, uso de tênis inadequado e superfície desfavorável para a corrida.

Como é feito o diagnóstico

O diagnóstico das tendinopatias é fundamentalmente clínico, pois os exames de imagem podem detectar alterações anatômicas proporcionais às suas condições técnicas, mas que muitas vezes apresentam apenas limitada correlação com o quadro clínico do paciente.

O conceito de malhar com dor

É comum que pessoas com tendinite se exercitem com intensidade total, simplesmente ignorando a dor. Esse conceito de “malhar com dor”, embora popular, é ruim para o seu corpo. Tentar malhar com a dor da sua tendinite coloca pressão sobre o tendão, o que faz com que demore mais tempo a curar. Se você está reconstruindo uma ponte e constantemente atingindo a parte que está tentando consertar com uma marreta, vai demorar muito mais.

Em vez de malhar com dor, encontre a amplitude de movimento que lhe dá desconforto e trabalhe até essa amplitude de movimento. Por exemplo, se você tem dor no tendão na amplitude de movimento para um bíceps, comece com o peso no topo do movimento, depois abaixe até atingir a amplitude de movimento onde sente desconforto e volte a repetição fazendo parcialmente. Essa técnica pode ser adaptada a qualquer uma das partes do corpo, já que as repetições parciais podem ser executados em qualquer exercício em que você possa fazer uma repetição completa. Lembre-se de não descer (ou subir) além da amplitude de movimento em que você sente desconforto ou agitar ainda mais o tendão.

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